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Por que o Brasil não enterra seus fios?

Entenda os motivos que mantêm os fios aéreos nos postes brasileiros e como outros países lidam com essa questão urbana.

1. Economia e praticidade

Enterrar cabos custa de 8 a 10 vezes mais que instalar redes aéreas. Em cidades como São Paulo, os custos ultrapassariam R$ 100 bilhões, além de exigirem escavações profundas e interferência em redes de esgoto e água.

2. Manutenção e agilidade

Redes aéreas permitem identificar problemas visivelmente e fazer reparos com rapidez. Já nos sistemas subterrâneos, a falha exige escavações e mão de obra especializada, o que aumenta o tempo e o custo.

3. Falta de planejamento nacional

No Brasil, não há uma política pública integrada para o enterramento de cabos. Projetos ocorrem de forma isolada, geralmente em centros históricos ou turísticos.

Comparação com outros países

  • Holanda e Bélgica: mais de 80% das redes são subterrâneas.
  • Reino Unido: cerca de 81% das redes de baixa tensão são enterradas.
  • Estados Unidos: apenas 20% da distribuição é subterrânea, devido ao alto custo.
  • Finlândia: objetivo de 75% de fiação subterrânea até 2028.

Vantagens e desvantagens

Critério Fiação Aérea Fiação Subterrânea
Custo inicial Baixo Até 10x mais caro
Facilidade de reparo Alta Baixa
Estética urbana Poluição visual Ambiente limpo e valorizado
Resistência ao clima Vulnerável Mais segura

Conclusão

O enterramento de cabos é uma solução urbana desejável, mas no Brasil esbarra em altos custos, infraestrutura deficiente e falta de planejamento estratégico. Já em países desenvolvidos, a realidade é diferente, com investimentos de longo prazo para redes mais seguras e esteticamente melhores.

Fontes e Referências

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