Um perfil no Facebook, “Quem é você que brilha nesse carnaval?”, vem unindo gerações ao reunir fotos e lembranças dos desfiles, blocos e personagens que marcaram a cidade. A cada postagem, a memória coletiva vai ganhando novas cores, nomes e histórias.

O ponto de partida é a emoção de quem viu a avenida acontecer.

O tempo passa, mas certos momentos continuam a desfilar dentro da gente.

Winner Pinheiro conduzindo a carruagem do Nacional em 2016
Winner Pinheiro conduz a carruagem que trazia a coroa do Nacional (2016).

Em cada distrito, os encontros tinham cheiro de amizade e batuque. A festa nascia das ruas e voltava para elas.

Estação Primeira de Batatal reunida
Estação Primeira de Batatal: energia boa em um encontro de quem ama o distrito.

Os bastidores também têm seus heróis — muitas vezes anônimos — que garantem o som, o ritmo e a cadência do desfile.

Olair Miranda com a bateria e carro de som
Olair Miranda, apaixonado por bateria; responsável em várias ocasiões pelo carro de som da Verde e Rosa.

Os blocos puxam lembranças de sorrisos e serpentinas. Gente que se encontra todo ano para repetir o abraço.

Bloco amado com Uilzer
Um dos blocos mais queridos da cidade. Presença de Uilzer.

Nos salões, a elegância de outros tempos. Nomes que viraram referência e hoje moram na memória afetiva da cidade.

Dalva e Lolô no carnaval de clube
Dalva e Lolô no carnaval de clube — carisma que segue iluminando lembranças. UEI.

A avenida sempre esperou por suas estrelas. Entre elas, fantasias que viravam notícia pela riqueza de detalhes.

Luma em fantasia luxuosa
Luma, presença aguardada — destaque pelas fantasias riquíssimas.

A dança do pavilhão, símbolo maior da escola, encontra em seus porta-bandeiras o gesto da cidade inteira.

Laudene Eccard porta-bandeira
Laudene Eccard, porta-bandeira da Verde e Rosa — técnica e carisma.

Em pares, a harmonia: o bailado que a plateia aplaude de pé e a memória não esquece.

Karen e Keyner
Karen e o saudoso Keyner: porta-bandeira e mestre-sala do Nacional. O brilho nos olhos de Keyner era parte do espetáculo.

A cidade também se veste para o desfile, como se cada rua fosse uma alegoria coletiva.

Decoração preta, vermelha e branca
“Preto, vermelho e branco colorindo essa cidade…” — quem idealizou a decoração?

Entre sátiras e marchinhas, o riso abre caminho para a crítica — tradição que também fez escola por aqui.

Bloco do Sujo
Bloco do Sujo: “Vem de outros carnavais… nosso passado faz a saudade bater”.

Das ruas, o humor: quando o tema é sério, a sátira vira megafone do povo.

Sátira sobre a desvalorização das professoras
Foliões ironizam a desvalorização das professoras; aparecem José Luiz Guimarães, Pedrinho do hospital e outros.

O luxo da fantasia contrasta com a simplicidade da arquibancada — e ambos contam a mesma história.

Palhaço da Acadêmicos da Aldeia
O palhaço é da Acadêmicos da Aldeia. Palanque ao lado da concha acústica; arquibancadas sob a rodoviária. Saudoso José Luiz Guimarães.

Algumas fotos pedem a ajuda da comunidade — afinal, esse arquivo é uma construção coletiva.

Joseli Silva, baiana

Nos carros, a inventividade das escolas traduz sonhos em volume, brilho e movimento.

Henrique e Mara Rúbia
Joseli Silva, baiana animadíssima do carnaval itaocarense. Em 2025, setor Bahia em carnavais pelo Brasil (NEC Itaocara).

Versos cantados na avenida ainda ecoam — repetidos como promessa de vitória e celebração.

Bloco De Bar em Bar
Henrique e Mara Rúbia na Acadêmicos da Aldeia: “Se esse jogo se repete, quem ganha de novo sou eu”.

A plástica dos carros alegóricos ajuda a contar o enredo — e guarda o trabalho de muita gente por trás do pano.

Carro da Acadêmicos da Aldeia
Carro da Acadêmicos da Aldeia: composição de impacto visual.

Os blocos de hoje também se renovam, de olho no calendário e na alegria de sempre.

Geraldo e Álvaro Antônio Pinheiro
“De Bar em Bar”: para o próximo ano, novo dia e horário. Tema: “Na mão do palhaço”.

Na divulgação, o cartaz vira convite — e aquece o passo para o que vem aí.

Entre os mestres do ritmo, nomes que seguem batucando no coração da cidade.

Acadêmicos da Aldeia em 1981
Geraldo e Álvaro Antônio Pinheiro: referências da bateria da Acadêmicos da Aldeia.

Cartas antigas do passado abrem as alas para a saudade — e para a certeza de que a história continua.

Dona Eucélia, Luísa e Ritinha Lontra
Acadêmicos da Aldeia (1981), com Luisa Berriel na ala das baianas.

Alguns nomes brilham como sol de meio-dia — e seguem iluminando outras dimensões da lembrança.

Karla Daibes
“Eu sou o sol…” — Dona Eucélia, Luísa e a saudosa Ritinha Lontra.

A beleza das alas também se escreve no cuidado do figurino e no gesto preciso na avenida.

Portela homenageia Eliana Macedo
Karla Daibes: elegância como destaque na ala das casadas (Acadêmicos da Aldeia).

Um registro puxa o outro — e a sequência forma o retrato de uma época.

Registro complementar Karla Daibes
Registro complementar do destaque de Karla Daibes.

Nos distritos, a avenida também é palco de homenagens a seus filhos mais ilustres.

Unidos de Última Hora
“PORTELA eu nunca vi coisa mais bela”: o distrito homenageia Eliana Macedo.

Surpresas boas também vêm de Laranjais — quando a criatividade encontra o compasso certo.

Alegorias Nacional 2016
Unidos de Última Hora (Laranjais): carnaval surpreendente.

No Nacional, um resumo de 2016 lembra que grandes desfiles também nascem de orçamentos curtos — e de muita união.

Tábata Palluccy
Alegorias do Nacional (2016): criatividade que superou a pouca subvenção.

O desejo é de retomada: juntar o povo do carnaval e fazer acontecer novamente.

Mais alegorias do Nacional 2016
Mais registros do Nacional em 2016 — inspiração para novos carnavais.

As histórias também passam de mãe para filha, num gesto de afeto e torcer pelo mesmo pavilhão.

Elisabete Alves
Tábata Palluccy: matinês do Nacional, bloco do União e desfiles escolares; adulta, advogou na Liga de Nova Friburgo.

Figurinhos carimbados da avenida ditavam tendências com saias monumentais e presença cênica inesquecível.

Marilene e Gabi
Elisabete Alves: saias gigantescas; destaque da Acadêmicos da Aldeia e ex-presidente da Verde e Rosa (com Marília Fallante e Eliza Vieira Figueira).

O amor por um clube também se herda — e se desfila lado a lado, geração após geração.

Roziane Pedretti
Marilene e Gabi: mãe e filha defendendo o Nacional Esporte Clube.

A avenida celebra a beleza em todas as suas formas — e reconhece quem a torna inesquecível.

Homenagem a folião
Roziane Pedretti: destaque aguardado na Verde e Rosa.

Quando falta um apaixonado pelo carnaval, a cidade inteira sente — e lhe presta homenagem em silêncio e aplauso.

Isadora
Homenagem a um apaixonado pelo carnaval — faz muita falta.

Entre os mais recentes, novos destaques ganham o coração do público e seguem a tradição.

Welington
Isadora: destaque do União nos carnavais mais recentes.

E há quem venha de cidades vizinhas para fazer parte desse enredo — porque a festa atravessa fronteiras.

Welington em outro registro
Welington, paduano apaixonado por Itaocara: “Vem de outros carnavais”.

No fim, fica a certeza: o carnaval de Itaocara é feito pela sua gente — e por ela continua brilhando.


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Crédito das imagens: acervo colaborativo do perfil “Quem é você que brilha nesse carnaval?” / Comunidade de Itaocara.