
Uma Abordagem Inovadora para o Ensino de Ciências

Hoje, em
Itaocara, a
ONG Noroeste Mais Verde foi palco de uma iniciativa educacional notável: a
Oficina de Emblocagem de Insetos em Resina para Educação Ambiental. Desenvolvida pelo Setor de Sistemática de Insetos da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Campos dos Goytacazes, RJ, Brasil), esta oficina visa capacitar educadores e entusiastas a criar coleções didáticas duradouras e interativas, utilizando a técnica de emblocagem de insetos em resina
[1].
A Importância dos Insetos na Educação Ambiental
Os insetos desempenham papéis cruciais nos ecossistemas, desde a polinização até a decomposição. No entanto, muitas vezes são negligenciados ou mal compreendidos. A oficina enfatiza a
importância dos insetos na educação ambiental e conservação, proporcionando uma ferramenta prática para o ensino de ciências. Ao emblocá-los em resina, é possível preservar sua forma e detalhes, transformando-os em recursos visuais e táteis para o aprendizado
[1].
O Processo de Emblocagem: Da Coleta ao Acabamento
O
Manual Básico de Emblocagem em Resina, elaborado pelos editores Marianna Crispim, Victor de Paula Parente, Larissa Gonçalves de Souza, Geovana do Nascimento Silva Lima, Marcelita França Marques e Bruno Clarkson, detalha cada etapa do processo
[1]. A oficina aborda desde as
técnicas de coleta, preservação e preparação de insetos até os
processos de emblocagem propriamente ditos. Isso inclui a escolha da resina e do molde, a aplicação de camadas, a cura, o lixamento e o polimento da peça
[1].
Dicas Essenciais para um Resultado Perfeito:
- Escolha da Resina: Opte por resinas de qualidade, cristalinas e de baixa viscosidade, geralmente em dois componentes (base e endurecedor). A marca Readelease é sugerida como uma boa opção [1].
- Escolha do Molde: Moldes de silicone com interior liso são ideais para garantir brilho e facilitar a remoção. Formas plásticas de bombom também podem ser reutilizadas [1].
- Preparação do Objeto: O inseto ou outro material a ser emblocado (flores, folhas, sementes) deve estar limpo e completamente seco para evitar comprometer o resultado final [1].
- Manuseio da Resina: Siga as recomendações do fabricante para a proporção correta de resina e endurecedor. Misture devagar para evitar bolhas e trabalhe em um local aberto e ventilado [1].
- Camadas e Ajustes: Para objetos leves, aplique uma primeira camada fina de resina, espere endurecer e só então posicione o objeto. Ajuste a posição e remova bolhas de ar enquanto a resina ainda estiver líquida [1].
- Secagem e Acabamento: A secagem pode levar até 72 horas naturalmente ou 48 horas em estufa (até 60°C). O acabamento com lixas d\\\’água finas (n° 1000, 1200 ou 1500) e massa de polimento automotivo garante a transparência e o brilho desejados [1].
Uso Pedagógico e Inovação
Além da técnica, a oficina explora o
uso pedagógico de insetos emblocados, incentivando a elaboração de
QR codes para atividades interativas. Essa abordagem combina teoria e prática, promovendo a criação de coleções didáticas que podem ser utilizadas em salas de aula, museus ou centros de educação ambiental, enriquecendo o ensino de ciências de forma lúdica e envolvente
[1].
Conclusão
A Oficina de Emblocagem de Insetos em Resina representa um avanço significativo na educação ambiental, oferecendo uma metodologia prática e criativa para explorar o mundo dos insetos. Ao transformar espécimes em objetos de estudo duradouros, a iniciativa da UENF contribui para a formação de uma nova geração mais consciente e engajada com a conservação da biodiversidade.
Referências
- [1] Crispim, M., Parente, V. P., Souza, L. G., Lima, G. N. S., Marques, M. F., & Clarkson, B. (2025). Manual Básico de Emblocagem em Resina. Zenodo. https://zenodo.org/records/16608490
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