Na psicologia, o amor-próprio é compreendido como a capacidade de reconhecer, respeitar e valorizar a si mesmo, com todas as suas potencialidades e limitações. Ele não se trata de um sentimento egoísta ou narcisista, mas sim de um pilar essencial para o bem-estar emocional e para a construção de relações mais saudáveis com o outro.

Cultivar o amor-próprio é um processo contínuo, que envolve autoconhecimento, autocompaixão e a prática diária de se colocar como prioridade em alguns momentos. Significa saber dizer “não” quando necessário, estabelecer limites, acolher suas emoções e falhas com gentileza e compreender que o valor pessoal não está atrelado apenas a conquistas externas ou à aprovação dos outros.

A ausência de amor-próprio pode abrir espaço para padrões de autossabotagem, relacionamentos abusivos e dificuldades em lidar com críticas ou frustrações. Por isso, na prática clínica, muitos processos terapêuticos buscam fortalecer essa relação interna do indivíduo consigo mesmo, favorecendo a autoestima, a autonomia e a responsabilidade afetiva.

Amar a si mesmo não é um ponto de chegada, mas um caminho que exige paciência, cuidado e consciência. É aprender a ser o seu próprio lar, mesmo diante das tempestades. E, a partir desse lugar de amor e respeito, torna-se possível construir vínculos mais autênticos, escolhas mais alinhadas e uma vida emocionalmente mais saudável.

Dra Aliny Vogas de Rezende

Psicóloga Clínica 🕎

Terapia Cognitivo-comportamental ❇️

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